Para crianças que nasceram com mielomeningocele ou outras formas de disrafismo espinhal, o crescimento é um período que exige acompanhamento cuidadoso.
A Síndrome da Medula Presa ocorre quando a medula espinhal fica fixada de maneira anormal dentro do canal vertebral, perdendo sua mobilidade natural. Com o crescimento da criança, essa fixação pode gerar estiramento progressivo do tecido nervoso e comprometimento neurológico.
O que acontece na coluna?
Em condições normais, a extremidade inferior da medula permanece livre dentro do canal vertebral, acompanhando o crescimento corporal.
Quando há aderências por tecido cicatricial ou alterações congênitas, a medula pode ficar ancorada. À medida que o canal vertebral se alonga durante o crescimento, essa fixação impede o deslocamento fisiológico da medula, provocando estiramento progressivo. O resultado pode ser uma piora gradual das funções motoras, sensitivas e esfincterianas. Fique atento aos 5 principais sinais de alerta!
1. Alterações na marcha
Tropeços frequentes, arrastar um dos pés, perda de força ou piora do equilíbrio previamente conquistado podem indicar comprometimento dos nervos motores.
2. Alterações no controle urinário e intestinal
Retorno da incontinência após desfralde consolidado, infecções urinárias recorrentes ou mudanças súbitas no hábito intestinal podem sinalizar alteração dos nervos responsáveis pelo controle esfincteriano.
3. Dor lombar ou dor irradiada para as pernas
A dor associada à medula presa costuma ser persistente e pode irradiar para as pernas, especialmente ao se curvar ou após esforço físico.
4. Piora de escoliose ou deformidades nos pés
O comprometimento neurológico decorrente da tração pode gerar desequilíbrio muscular, resultando em progressão rápida da escoliose ou alterações como aumento do arco plantar (pé cavo).
5. Alterações de sensibilidade
Perda de sensibilidade ao calor, frio ou dor pode levar a feridas nos pés ou pernas que demoram a cicatrizar.
O que fazer ao notar esses sinais?
O diagnóstico de SÍNDROME da medula presa não é motivo de pânico, mas exige avaliação especializada. A investigação envolve exame neurológico detalhado e, quando indicado, exames de imagem.
Quando há indicação cirúrgica, a cirurgia de liberação de medula presa é um procedimento consolidado, cujo objetivo é interromper essa distensão medular, preservar funções e evitar progressão do déficit neurológico.
Notou algo diferente? Confie na sua percepção e busque uma avaliação neurocirúrgica especializada. O acompanhamento regular é a maior ferramenta de proteção!