Mielomeningocele

A mielomeningocele é a forma mais grave da espinha bífida. Ela ocorre quando a coluna vertebral e o canal medular não se fecham completamente durante a gestação. Como consequência, a medula espinhal e as raízes nervosas permanecem expostas, sofrendo lesões progressivas ao longo da gravidez.

Classificações e
Níveis da Lesão

A mielomeningocele pode ocorrer em diferentes níveis da coluna vertebral. O local da malformação é um fator determinante para entendermos as possíveis sequelas e o planejamento do cuidado:

Hoje, é possível realizar a correção da mielomeningocele torácica (baixa) lombo sacral ainda durante a gestação, buscando minimizar esses impactos antes mesmo do nascimento.

Cervical:

Localiza-se na região do pescoço. É menos comum, mas pode causar paralisia parcial ou total tanto dos membros superiores quanto dos inferiores.

Torácica:

Acomete a parte superior ou média das costas, podendo levar à fraqueza ou paralisia dos membros inferiores, além de possíveis complicações respiratórias.

Lombar:

Afeta a região baixa das costas. É o nível mais frequente e pode comprometer o controle urinário e intestinal, além de causar dificuldades motoras nas pernas.

Sacral:

Localizada na base da coluna, costuma apresentar repercussões motoras menores, mas ainda pode causar alterações no controle dos esfíncteres (bexiga e intestino).

Avaliação Neurocirúrgica
Pré e Pós-Natal

O diagnóstico de mielomeningocele exige uma avaliação neurocirúrgica detalhada ainda durante a gestação. Meu papel é orientar a família sobre o prognóstico neurológico, participar do planejamento em conjunto com a medicina fetal e preparar o caminho para os cuidados logo após o nascimento.

Cada caso é único e a integração entre a neurocirurgia e a equipe de medicina fetal é o que garante a máxima segurança para o bebê.

Como o procedimento é realizado?

A medicina evoluiu para oferecer alternativas que protegem não apenas o bebê, mas também a saúde e o futuro reprodutivo da mãe. Na minha prática, utilizo a abordagem minimamente invasiva através de uma incisão pequena do útero (mini histerectomia), uma técnica avançada que substitui o método tradicional.

Diferente do tratamento padrão, que exige grandes incisões na barriga e no útero materno, a mini histerectomia é realizada por meio de pequenos acessos. Através desta, podemos ter acesso a lesão da mielomeningocele torácica (baixa) lombo sacral, guiada pelo ultrassom e com alta precisão utilizamos a microscopia cirúrgica para realizar a correção do defeito, com excelência.

Essa técnica é consideravelmente mais segura para a mãe, pois evita a grande cicatriz uterina que gera riscos de ruptura em gestações futuras e elimina a necessidade de um corte extensivo no útero para operar o feto.

O impacto no futuro do bebê

A escolha pela intervenção intrauterina minimamente invasiva altera drasticamente o prognóstico da criança. Quando comparamos os bebês operados com esta técnica frente àqueles que só realizam a cirurgia após o nascimento, os ganhos em qualidade de vida são evidentes:

Em cerca de 10% a 20% dos casos infantis, o crescimento do corpo pode gerar uma nova fixação dessa medula até pela fibrose da cicatrização, o que pode exigir uma nova intervenção no futuro.

Estarei ao lado da sua família durante todo o processo, monitorando cada etapa do desenvolvimento para garantir que qualquer sinal de alerta seja tratado prontamente.

Por que escolher minha abordagem?

Com mais de 15 anos de trajetória, utilizo tecnologia de ponta para realizar a cirurgia de liberação de medula presa com a máxima precisão. Minha prioridade é garantir que seu filho tenha a maior liberdade possível de movimento e a autonomia necessárias para crescer com qualidade de vida.